Apple lidera o mercado global de celulares pela primeira vez na década

Apple lidera o mercado global de celulares pela primeira vez na década

A Apple prepara-se para encerrar 2025 como a maior fabricante de smartphones do planeta, ultrapassando a Samsung pela primeira vez em 14 anos.

De acordo com projeções da consultoria Counterpoint Research divulgadas em novembro, a empresa norte-americana deve atingir uma participação de mercado de 19,4%, enquanto a rival sul-coreana ficará com 18,7%.

O cenário representa um marco histórico para a indústria. Espera-se que a Apple comercialize aproximadamente 243 milhões de unidades em 2025, registrando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

A Samsung , por sua vez, deverá atingir 235 milhões de unidades, com uma expansão de apenas 4,6%. Essa trajetória distancia a empresa da posição de liderança que vinha mantendo desde 2011.

A ascensão da Apple está ancorada em dois pilares principais: o desempenho excepcional da linha iPhone 17 e um ciclo de renovação de dispositivos que atingiu seu ponto de inflexão no mercado global. O lançamento da série iPhone 17, ocorrido em setembro, superou as expectativas de demanda em mercados estratégicos.

Nos Estados Unidos, as vendas nas primeiras quatro semanas pós-lançamento foram 12% superiores às da linha iPhone 16. Na China, o crescimento foi ainda mais expressivo, com um aumento de 18% em comparação com a geração anterior.

O modelo iPhone Air, introduzido nesta geração, também contribuiu significativamente para o desempenho robusto. Analistas destacam que o sucesso da série reflete tanto a qualidade técnica dos produtos quanto a disposição dos consumidores em realizar upgrades após períodos prolongados com dispositivos antigos.

Consumidores que adquiriram smartphones durante o boom da pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2021, encontram-se agora em ciclos naturais de atualização de dois a três anos.

Este superciclo de substituição ganha força com dados reveladores sobre o mercado secundário. Entre 2023 e meados de 2025, aproximadamente 358 milhões de iPhones usados foram comercializados.

Esse volume expressivo de dispositivos em circulação indica que novas ondas de atualização devem ocorrer nos próximos anos, criando uma base sólida de consumidores potenciais para upgrades.

Fatores macroeconômicos e comerciais também favoreceram a recuperação da Apple . A redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, combinada com a desvalorização do dólar, estimulou as compras em mercados emergentes.

Esses elementos contribuíram para impulsionar a marca em regiões geograficamente diversas e potencialmente lucrativas.

A Samsung , enfrentando pressão crescente, depara-se com um cenário competitivo desafiador. A concorrência acirrada de fabricantes chineses nos segmentos de entrada e intermediário limita a capacidade de recuperação da empresa sul-coreana.

Essa dinâmica, segundo análises do setor, pode impedir que a Samsung recupere a liderança nos próximos trimestres.

As projeções para o futuro consolidam a posição dominante da Apple . A Counterpoint Research projeta que a empresa manterá a liderança global até pelo menos 2029. Para sustentar essa hegemonia, a Apple planeja expandir seu portfólio com lançamentos estratégicos.

Em 2026, a empresa apresentará seu primeiro iPhone dobrável e uma versão mais acessível, o iPhone 17e, ampliando o alcance da marca entre diferentes faixas de preço. Para 2027, uma reformulação visual completa do design está prevista.

Adicionalmente, a Apple anunciou receitas trimestrais de fim de ano estimadas em US$ 140 bilhões, consolidando seu posicionamento financeiro robusto.

Esse desempenho excepcional reflete não apenas a força da série iPhone 17, mas também a estratégia integrada da empresa em produtos, software e serviços.

A recuperação da liderança marca uma transformação significativa na hierarquia do mercado de smartphones global, com implicações diretas para estratégias de inovação, precificação e expansão geográfica de todos os fabricantes de topo.

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Gabriela Sampaio

Gabriela Sampaio é Editora-Chefe e uma profissional dedicada, com mais de 8 anos acompanhando de perto o cenário macro da tecnologia. Sua missão é decifrar as grandes tendências de Notícias, Inovação e Ciência que estão redefinindo o futuro.